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11-09-2014


EPAGRI PROPÕE AÇÕES PARA PREVENIR MORTALIDADE DE ABELHAS

Embora a apicultura catarinense passe por um bom momento, com as colônias de abelhas se desenvolvendo bem e prometendo uma boa safra de mel, com a previsão de chuvas para setembro, 50% maior do que ocorreu em agosto e as mudanças bruscas de temperatura, os apicultores devem ficar alertas para a mortalidade de abelhas, causadas pelo nosemose, doença comum nessa época do ano.
Segundo o gerente estadual de apicultura e meliponicultura da Epagri, Ivanir Cella, as recomendações para diminuir o dano causado pela nosemose são:
- Fornecimento de um ??bife? proteico de 150 a 300 gramas, acrescentando-se algumas gotas de solução de própolis;
- Facilitar para que o sol possa atingir as colmeias;
- Transferir de local apiários instalados em locais úmidos.
??? importante também fazer o monitoramento e, se necessário, o controle da varroa com orientação técnica, visto que baixas produtividades e altas taxas de mortalidade nos apiários causados pela nosemose normalmente estão associadas ao alto índice de infestação com varroas?, explicou Cella, lembrando que o fornecimento de alimento liquido pode piorar a situação devido ao excesso de umidade dentro da colmeia.
A atividade apícola para gerar renda ao produtor deve ser administrada como uma empresa, com despesas e receitas. Cada colmeia é uma pequena fábrica de produtos apícolas (mel, pólen, própolis, geleia real e apitoxina).
??Quando ocorre a morte de colônias ou a produtividade da colmeia é baixa, buscamos uma causa, porem normalmente nos deparamos com mais de um fator?, informa Cella, destacando que não é só problemas com a rainha, não só a varroa, a sanidade, os favos velhos e nem somente as condições climáticas adversas. ??? um conjunto de fatores?, afirma.
Para se obter altas produtividades é preciso ter colônias saudáveis com o interior do ninho equilibrado. As rainhas devem ser jovens e saudáveis, haver baixos índices de pragas e doenças, boa nutrição, favos com cera nova, controle da enxameação e temperatura adequada no ninho.
Quando ocorre mortalidade ou baixa produtividade é preciso identificar porque as abelhas não estão produzindo e agir para corrigir, observando principalmente os seguintes itens nas colmeias:
-Rainhas novas e preferencialmente selecionadas;
-Controle da enxameação através da substituição de rainhas velhas ou com instinto enxameatório, proporcionar espaço para crescimento da colônia com a adição de sobre ninhos ou melgueiras e evitar exposição solar excessiva no verão;
-Nutrição não somente energética, mas principalmente proteica;
-População maior que 60 mil abelhas já no período de floração, obtida com rainhas jovens e alimentando as abelhas estimulando a rainha a fazer postura 40 ?? 60 dias antes do início da florada principal;
-Controle da temperatura do ninho, reduzindo o espaço interno em épocas de temperatura baixa, utilizando entre tampas vertical e horizontal;
-Favos novos trocando periodicamente os favos escuros por quadros com cera alveolada;
-Sanidade, proporcionando exposição solar da colmeia durante o inverno, evitando introdução de material genético vindos de outras regiões, fornecendo somente pólen e mel produzidos na propriedade, trocando regularmente os favos velhos, controle da varroa com produtos orgânicos e métodos mecânicos, quando necessário.
 
Mais informações: Ivanir Cella/Epagri/Florianópolis, no e-mail: ivanir@epagri.sc.gov.br; Vilmar Milani/Descanso, e-mail: vilmarmilani@epagri.sc.gov.br; Roberto Bolzani/Tangará, e-mail:roberto@epagri.sc.gov.br; Saulo Poffo/Lages, e-mail: saulo@epagri.sc.gov.br; Ricardo Weber/Taió, e-mail: weber@epagri.sc.gov.br; Gustavo Claudino/Tubarão, e-mail: gustavo@epagri.sc.gov.br; Mircon Fruhauf/Palmitos, e-mail: mircon@epagri.sc.gov.br; Frederico Araújo/Mafra, e-mail: fred@epagri.sc.gov.br e Nelita Fabiana Moratelli/Blumenau, e-mail: fabiana@epagri.sc.gov.br
Fonte: http://www.epagri.sc.gov.br/?p=6469