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21-05-2019


Além de vender o mel mais barato que ano passado e aumentar o horário de atendimento a XX Feira do Mel de Florianópolis, que será realizada de 5 a 8 de junho, no Centro da Capital, traz mais uma novidade: ela será maior, com 25 expositores, contra 16 no ano passado. Tudo para melhor atender à população segundo os organizadores, a Federação das Associações de Apicultores Meliponicultores de Santa Cataria, a Epagri e a prefeitura municipal.

A feira vai oferecer aos moradores de região o que há de melhor em produtos derivados da apicultura no Estado. O evento vai comercializar, além do mais conhecido produto das abelhas, geleia real, cera, pólen, balas, biscoitos, cosméticos, pão de mel, bolo de mel, chás, cachaça, vodka com mel e favos de mel. Ao escolher o mel catarinense o cidadão vai ter a certeza de consumir um dos melhores produtos disponíveis. Em 2017 o mel produzido em Santa Catarina foi eleito pela quinta vez o melhor do mundo, durante o 45º Congresso da Associação Internacional das Federações de Apicultores (Apimondia), realizado na Turquia.

Além da qualidade, o mel produzido no Estado também impressiona pela variedade. Nossas abelhas produzem mais de 100 tipos de méis com cor, aroma, sabor e consistência diferentes. Entre os tipos de méis produzidos em Santa Catarina, o silvestre responde pela maior parte. Ele é multifloral, ou seja, é feito pelas abelhas a partir do néctar coletado em uma grande variedade de plantas. Considerado de excelente qualidade, seu sabor, aroma e consistência variam de acordo com as floradas predominantes na época em que é produzido. A coloração mais escura indica maior concentração de sais minerais.

O Melato, que o estado está buscando a Indicação geográfica, é produzido somente em anos pares no Planalto catarinense, entre os meses de março a maio. Ele não vem do néctar das flores, e sim de fluídos expelidos pela árvore bracatinga, misturados a enzimas produzidas por cochonilhas, são insetos sugadores que atacam o tronco do vegetal. É um mel único, de coloração escura, bastante apreciado e valorizado no exterior.

Já o mel de uva-japão é produzido principalmente no Oeste do Estado, entre novembro e dezembro, época de floração desta planta. De cor clara e sabor extremamente suave, tem como peculiaridade o fato de dificilmente cristalizar quando armazenado em temperatura ambiente.

Outro mel que se destaca no Estado é o de eucalipto. Ele é produzido de março a maio, no Sul catarinense, onde há maior concentração desta planta. Apresenta coloração âmbar e sabor mais forte e é um bom expectorante, de acordo com especialistas.

A apicultura catarinense se destaca no cenário nacional também pela alta produtividade, graças às tecnologias empregadas pelos produtores. O casal Ideraldo e Leodete Pfleger, de Santo Amaro, é um bom exemplo. Com esmero no manejo eles colhem em média 50 a 60 quilos de mel em cada uma das suas 240 colmeias. Em safras excepcionais eles já colheram até 70 quilos de mel numa colmeia. No Brasil essa média fica em 10 quilos por colmeia. Em 2017, quando Santa Catarina registrou uma super safra de mel, a produção estadual ficou numa média de 25 quilos por colmeia.


Venda do Mel

Mel convencional - R$ 23,00 o quilo

Mel orgânico - R$ 28,00 o quilo

Mel de Melato - R$ 28,00 o quilo


Histórico

A atividade apícola em Santa Catarina, de forma racional, iniciou-se na década de 60 com os pioneiros Helmuth Wiese e Eloy Puttkammer, quando ainda predominava a abelha europeia. Em 1964 chegou a abelha africana causando um grande impacto no desenvolvimento da atividade. Depois de muitos estudos e adequações, criou-se uma tecnologia compatível com a agressividade dessas abelhas.

Para isso foi necessário o fortalecer o associativismo com a criação de associações regionais, que resultou em 1979 na Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina – FAASC. Neste ano a FAASC participou do Congresso Mundial de Apicultura (APIMONDIA) na Grécia, conquistando o título de melhor mel do mundo. Título repetido pela empresa Prodapys, de Araranguá, nos congressos da Austrália em 2007, Ucrânia 2013, Coréia do Sul em 2015 e Turquia em 2017.

Em 2013 iniciou-se o fortalecimento da apicultura. Numa articulação liderada pelo associativismo apícola, iniciou-se uma força-tarefa para o desenvolvimento da apicultura catarinense, com a FAASC, EPAGRI, SENAR, SEBRAE, UFSC, Fundação Banco do Brasil, secretaria de estado da Agricultura e Pesca, com apoio da iniciativa privada envolvida na cadeia produtiva, se concretizando em 2014.

A FAASC com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil/BNDES e SEBRAE, e apoio da EPAGRI, SENAR e UFSC, realizou o diagnóstico apícola do estado. São nove mil apicultores, com 323 mil colmeias, que produzem em anos de safras normais 6.500 toneladas de mel em uma área de 95.346 km², atingindo a produtividade de 68 kg/km2, a maior do país, que produz em média 5 kg/km2.

Isto é resultado do mutirão iniciado em 2013. Temos uma apicultura desenvolvida, tornando-se a principal fonte de renda em centenas de propriedades catarinenses. Podemos dizer que não tem um dia que não tenha uma atividade rumo ao desenvolvimento da apicultura do nosso estado.